sábado, 9 de janeiro de 2010

Faaala Torcedor!

Autor: Marcelo | sábado, 9 de janeiro de 2010 | Categoria: |

A coluna faaala torcedor é um espaço aberto para a torcida expor suas idéias e não exprime obrigatoriamente a opinião dos administradores deste blog. Para o torcedor que quiser enviar sua reclamação ou opinião, envie seu texto para blogama@bol.com.br com o título "coluna fala torcedor". Obs: É necessário que o autor se identifique.

DIÁRIO DE BORDO: UM TORCEDOR VIAJA COM O GAMÃO DO POVÃO

Por Wesley Quirino (wesleyfalo@gmail.com)


Acompanhar seu time de coração pelos estádios brasileiros é uma atividade corriqueira para a maioria dos aficcionados por futebol. Exemplos na torcida gamense não faltam: a maioria de nós, freqüentadores assíduos do Bezerrão, tem histórias de viagens e loucuras feitas por esse time. Entretanto, acompanhar o Gamão por dentro, viajando ao lado dos jogadores e comissão técnica desde o CT até o vestiário do estádio, é uma experiência diferente e única. E foi isso que tive o privilégio de fazer na última quarta-feira (6) quando acompanhei a delegação gamense até a cidade de Catalão, no interior de Goiás, para o amistoso contra o CRAC.

Como curioso e, principalmente, torcedor fanático, fiquei muito animado ao saber que a diretoria gamense sortearia dois sócios-torcedores para acompanhar o time em jogos fora de casa. Apesar da expectativa, não tive meu nome sorteado no intervalo do amistoso contra a seleção amadora. A surpresa veio dois dias depois quando o site oficial do clube informou que os torcedores contemplados no sorteio não poderiam viajar e que meu nome constava entre os novos selecionados. Após uma semana de expectativa, o grande dia chegou. De mala pronta, cheguei ao CT do Periquito no começo da tarde sob um dilúvio de proporções bíblicas. Logo de cara, uma surpresa: o tradicional ônibus da SEG, agora com a pintura externa renovada, não seria o nosso transporte. Em seu lugar, foi alugado um ônibus maior, mais confortável e... amarelo.

Vencida a resistência inicial à cor do ônibus, embarcamos, já com meia hora de atraso. Como em quase todas as ocasiões durante a viagem, os jogadores tiveram a preferência no embarque. Sentei ao lado do Diretor de Futebol, Flávio Raupp, tendo na poltrona ao lado o técnico Gérson Vieira e seu auxiliar Christian Botelho. Durante a longa viagem de ida, que durou quase 5 horas, os jogadores conversaram sem muita animação. Um dos mais exaltados e extrovertidos era o meio-campo Ferrugem, o que para mim foi uma surpresa, pois sempre tive a impressão de se tratar de uma pessoa um pouco mais sisuda. Ferrugem também comandou os sistemas de som e TV, colocando um filme e, depois de reclamações, um CD de pagode (é, o estereótipo de jogador pagodeiro se reforçou). De minha parte, busquei conversar com Flávio Raupp e com Gérson sobre a expectativa em relação ao time e ao Campeonato Candango. A impressão que tive é que ambos tem o pé no chão, reconhecem que o Gama montou uma base forte, mas precisa de reforços que infelizmente não tem data para chegar, uma vez que a falta de patrocínio impede a contratação de jogadores com uma bagagem maior. Chamou a atenção o fato de os dois repetirem (quase com as mesmas palavras) a fala de muitos torcedores gamenses que tenho ouvido nos estádios ou lido nas comunidades online. Sinal de sintonia com a torcida ou apenas de que também tem ouvidos e olhos?

Duas horas antes do jogo estávamos em Catalão. Depois de uma parada para um lanche rápido (pão com queijo, frutas e suco), seguimos para o estádio Genervino Fonseca. Os jogadores desceram do ônibus e foram direto para o gramado que estava em excelente estado e, por isso, foi elogiado pela maioria. No vestiário e durante o aquecimento, a comissão técnica e alguns jogadores gritavam em busca de motivação: "vamos lá, é para entrar com tudo, não pode esperar 15 minutos para entrar no jogo não". Destaque para o tom de liderança do volante Iron e do goleiro Alencar. A entrada em campo é algo realmente empolgante, os jogadores sobem as escadas do vestiário com gás total após o "grito de guerra". Senti orgulho do Gama nesse momento. Antes de o jogo começar, mais uma surpresa: os sócios-torcedores foram convidados a tirar uma foto com o time postado em campo. Fiz questão de figurar ao lado do goleirão Alencar, um dos poucos jogadores de fora, mas também um dos poucos com histórico de serviços prestados ao Gama.

Os lugares reservados para os sócios-torcedores e a Diretoria eram as cadeiras da tribuna de honra. Assisti o primeiro tempo de lá. No segundo tempo, com o Gama perdendo por 1 a 0, resolvi descer e acompanhar o jogo ao lado do Marcelo (um dos senhores-Blogama), precisava me sentir mais torcedor e menos parte da delegação da SEG. Após o jogo, desci para o gramado e acompanhei as entrevistas feitas por uma equipe da TV Band do Distrito Federal, encabeçada pelo repórter Fellip Del Bosco, que viajava nos acompanhando. Quando os jogadores finalmente deixaram os vestiários, seguimos até uma churrascaria para o jantar que correu sem grande percalços. Na viagem de volta, apesar da derrota, os jogadores se mostraram mais falantes e a chamada "resenha" tomou conta do ônibus. Mais tarde, o cansaço falou mais alto e o ambiente era de calmaria e leves ressonares. Na chegada ao CT, desembarque, breve despedida e... foi isso. A viagem que tanto esperei, tinha chegado ao fim.

O Gama, apesar de tudo o que tem ocorrido nos últimos anos, continua sendo um time de massa e acompanhar o time durante uma viagem desse tipo foi realmente uma coisa prazerosa. Por fim, gostaria de ressaltar a organização demonstrada pelos responsáveis pelo sócio-torcedor que cumpriram as promessas feitas em relação à viagem. No tocante ao time, não pude observar nenhum tipo de rusga ou favorecimento entre os jogadores. Ao menos na minha presença, o grupo parecia uma reunião de amigos de longa data, todo mundo se fala e brinca entre si. Esse é o ponto positivo em que busco esperança para superar a atuação somente razoável que assisti em Catalão.

Wesley Quirino

Até o momento 5 comentários:

  1. É cara, bastante empolgante e honrado poder estar proximo do time do coração. Mas cá pra nós, é sofrido torcer pro Gama, ainda mais ser motivo de chacota.Já tive a pessima experiencia de ser zuado por amigos q nasceram aqui e torcem pra outros times.Caras que não sabem nada sobre o Gama e que se iludem torcendo pra time dos outros.
    Eu não sou carioca, nem Paulista, eu sou Gamense até morrer!

    Vamo com tudo meu Gamão!!!!

  2. Olá, caso tenham interesse disponibilizo também o espaço da coluna "Fala Periquito" no site Clube do Esporte para publicação das colunas enviadas pelos torcedores alviverdes.

    Grande abraço

  3. Ótimo texto!!!

    Parabéns ao Wesley!!!

  4. Grande Wesley,

    Ser gamense é ser convicto que nenhuma barreira nos impede de estufar o nosso peito para demosntrarmos nossa marca verde e branca marcada em nossos corações.
    Anderson 100% Gamão

  5. Excelente Texto, Wesley,
    Narrou com perfeição o sentimento que deve ser viajar junto com a delegação.
    Um dia serei eu se Deus quiser.
    Celson


Leave a Reply

Pesquisar este blog